IV
Canto a luz,
o silêncio triunfante da mão esquerda dos bosques,
os abetos e as pedras as núpcias da manhã
as suas alongadas sombras surpreendidas pelo piano das fontes
- cantante coração de águas exiladas.
e levantam-se do chão. cobrem-se com uma gota de orvalho celeste
o solo absorve o seu rasto luminoso sob a cortina das trevas
há gnomos e magos plantados em carruagens de turmalinas
afogam a espessura das palavras no grito de um peixe cego
- vocábulos cerzidos no alvor das chuvas.
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