Sábado, 20 de Novembro de 2010

terceira folha- "DAS SOMBRAS DOS BOSQUES"




O poeta sabe como Deus transbordou do escuro
e nasceu de uma nuvem de solidão e exílio

(como respirou e dormiu
e estendeu os braços ao longo dos rios)

com árvores e ombros
e mãos para lavrar o azul
partiu-se
em mil bocados,



que neles ninguém se fira



maria azenha

7 comentários:

fernanda s.m. disse...

Se todas as nuvens escuras de solidão e exílio/silêncio chovessem árvores e azuis como estes seus, que mundo maravilhoso seria o nosso !

Espaço mágico e encantatório.
Beijos, Mariah amiga.

Colibri disse...

Adorei seu blog! Voltarei mts mais vezes.

Graça Pires disse...

Obrigada pela visita e pelas palavras deixadas no meu "Ortografia". Passarei aqui outras vezes.
Um beijo.

Lídia Borges disse...

Das mãos o azul se fará fértil, na ilusão do poeta...

Um beijo

Elizabeth F. de Oliveira disse...

Senti esse blog como um recanto de paz... uma energia diferente.
Palavras tão lindas orquestradas por uma sonoplastia única.

Abraços

Carlos Ramos disse...

Partiu-se e desapareceu... gostei das composições e do grafismo do blog.

Abraço

Maria Regina Prado Alves disse...

Suas poesias são lindas. Transmitem o desejo de pensar no amor com muita suavidade. Parabéns.