Na parede da sala o luar fez descer a sua pequena música
em sereias e medusas no anel branco da noite.
é então que estremece,cintilante na areia,a praia nua
em seus cavalos brancos de sombras e de espuma.
e unindo uma a uma suas crinas de brancura
onde pousam abelhas de prodígio por detrás das dunas
o vento e o mar em vultos me procuram, não se cruzam.
no centro permanecem sem imagem nem colunas.
e espelhos de silêncio e ausência me recusam,
e muros de navios me reflectem e ressoam
na sala atravessada por um fio a prumo,
que corre eternamente para o fim do mundo
3 comentários:
maravilha de poesia. Encantadíssimo!
"Espelhos de silêncio e ausência me recusam"... Uma beleza!
Beijos.
Gosto do teu ritmo. O titulo do blogue é delicioso...parabens.
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